sábado, 28 de fevereiro de 2009

Poema à quatro mãos


O tempo passou.
Passou calado,
Ou eu, surdo, não ouvi seu estardalhaço?
Poderia ter te percebido
Se, inibido, não tentasse me esconder
E me bastaria apenas olhar você
Com os sempre olhos de amor,
Se não fossem eles podados por você mesmo.
E ainda que incerto
Tornas-te belo
E essencial para enxergar o que o destino
De maneira sutil, tentava desenhar
E que você, cego, tentava apagar
De qualquer maneira
Passando por cima do seu coração.
Não faça isso, chega de chorar,
Chega de noites de chuva e tempestade
Eu dou espaço a saudade
E o desejo inquieto da sua presença
Para me trazer calma
No encontro da alma
Que alimentaria o fisico.
Vou agindo por instinto
De ainda te proteger.
Desisti de te esquecer,
Perder tempo é banal
Diga que não pensa em mim,
Que não lembra do meu calor.
Entrego os pontos à desistencia,
E enquanto você se engana,
Me engana
E me mantém seu escudo,
Mudo.
E eu ja não preciso de mais nada
Ainda que na insegurança de te ter por perto
Ainda que incerto, o destino desenhe o teu sorriso
O teu meu sorriso.
Ponto final, eu daria
Pra o esforço de te arrancar daqui.

Larissa Fontes e Vítor Andrade

5 comentários:

Iza disse...

Dois lindos!
Eterna admiradora de vocês.

Vitor Andrade disse...

adorei o momento, e o resultado também!
parcerias produtivas são sempre bem vindas!
Viva a arte, a poesia, e os poetas!
Viva Vini! rs
Um beijo Lari!

Salve Jorge disse...

Tanta mão
Tanto escrito
Tanto infinito
Tão bonito
Que no verso
Faz-se criação
Irrompe um universo
E eu de cá disperso
Me atiro nessa imensidão...

Robson Ribeiro disse...

Olá!

Bela produção.

Um poema por si só já é tarefa árdua, ainda mais quando se tem de pensar com o outro...

Beijos!

Jônatas Mário Morais disse...

Excelente poema!
Gostei muito do blog... seguindo!
Se quiser visitar o meu, fico grato.
http://pretextoabissal.blogspot.com