quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Toda: não

"Você é a pessoa mais doida que eu conheço".
Se faz de mergulhador
e dá de ir cada vez mais fundo
no rio dourado. É profundo,
mas não tem medo
e mesmo sem tubo de oxigênio
cada vez mais nada, nada, nada.
E não. Nada.
"É pra se ter medo mesmo".
Não conto, mas você sabe.
Sente e
nunca mente.
Eu minto
- pra mim -
e você não acredita.
Muita ousadia
conhecer o outro mais do que ele mesmo.
Um "eu quero você" e eu corro
de desejo
Um "eu vou gritar" e eu morro
de medo.
O livro da morte
incita e obriga que eu viva
que esteja ao seu lado e nada diga.
E eu toda:
não.

4 comentários:

Guilherme Ramos disse...

Olha isso!

Encontrei mais uma peróla sua!!!!

Bom reencontrar vc. E suas letras.

Bjo!

Gui.

Guilherme Ramos disse...

Olha isso!

Bom rever suas LETRAS!

Bjo,

Gui.

Anônimo disse...

Obrigado por este destacamento, foi bastante útil e disse um monte

karolinysz@ disse...

Gostei muito do poema, se assim posso chamá-lo.
Continue assim!