terça-feira, 29 de julho de 2008

Anotações sobre um amor urbano

Desculpa, digo, mas se eu não tocar você agora vou perder toda a naturalidade, não conseguirei dizer mais nada, não tenho culpa, estou apenas sentindo sem controle, não me entenda mal, não me entenda bem, é só esta vontade quase simples de estender o braço para tocar você, faz tempo demais que estamos aqui parados conversando nesta janela, já dissemos tudo que pode ser dito entre duas pessoas que estão tentando se conhecer, tenho a sensação impressão ilusão de que nos compreendemos, agora só preciso estender o braço e, com a ponta dos meus dedos, tocar você, natural que seja assim: o toque, depois da compreensão que conseguimos, e agora.

Caio Fernando Abreu

2 comentários:

Nayanna Fernandes disse...

leu pra mim ontem. é realmente é lindo Lá

=*

Portal Poesia disse...

O tempo é um andarilho sem juízo
Quem quiser que o acompanhe
Se bem que nem é ele que atordoa
É uma ausência que foi presença
Num tempo que passou depressa
E deixou em mim a sua filha
De nome saudade
E sua prima esperança
Gêmea da vontade
Toda uma família ajuntada
Dentro de mim e no meu mundo
Uma certa parente
De nome sensibilidade
Me passa a mão pela cabeça
Pra que eu possa te escrever
Amenizando a crueldade
Do seu pai tempo
Que me tortura com mil perguntas
Ou talvez uma:
Quando poderei ser essa felicidade?
rs

Parabéns pela estréia sucesso!!!


Bjoss